Professor da UEMG/Frutal apresenta trabalho em congresso internacional de comunicação

Padrão

O professor Sérgio Carlos Portari Júnior, da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) – Unidade Acadêmica de Frutal, apresenta nesta sexta-feira, 24 de julho, às 17h, um trabalho científico no XVIII Congresso da Associação Latino-Americana de Investigadores da Comunicação (ALAIC 2026).

O evento é realizado entre os dias 20 e 24 de julho de 2026, na Universidade Autônoma de Nuevo León (UANL), em Monterrey, no México. Com o tema “Comunicação, soberania e paz: horizontes de justiça na era da inteligência artificial”, o congresso reúne pesquisadores de diferentes países para discutir os desafios contemporâneos da comunicação.

Durante o congresso, o docente apresentará o trabalho intitulado “Vale da Estranheza e Mediação Digital: percepção de personagens humanoides em ambientes de Realidade Virtual e Aumentada”, aprovado para o Grupo de Trabalho Comunicação Digital, Redes e Processos.

A pesquisa investiga como o tipo de dispositivo e o grau de imersão influenciam a percepção de personagens humanoides tridimensionais. O estudo analisa o chamado “Vale da Estranheza”, fenômeno caracterizado pelo desconforto ou pela rejeição provocados por representações digitais que se aproximam da aparência humana, mas ainda apresentam movimentos, expressões ou comportamentos considerados pouco naturais.

Para a realização da pesquisa, foram desenvolvidas três aplicações experimentais: uma em Realidade Virtual, uma em Realidade Aumentada e uma destinada a monitores convencionais. Os participantes avaliaram aspectos como semelhança humana, estranheza e simpatia dos personagens apresentados.

Os resultados indicam que os monitores convencionais tendem a ampliar a percepção de estranheza, especialmente em personagens com maior grau de realismo e movimentos complexos. Já as experiências imersivas em Realidade Virtual e, principalmente, em Realidade Aumentada, contribuíram para reduzir o desconforto e aumentar a simpatia percebida pelos participantes.

O trabalho também destaca a importância de elementos como o direcionamento do olhar, a sincronização entre fala e movimento labial e a naturalidade dos gestos corporais. Falhas nesses componentes podem intensificar o Vale da Estranheza, enquanto animações mais orgânicas e integradas ao áudio favorecem a empatia e a aceitação dos personagens.

A participação no XVIII Congresso ALAIC 2026 reforça a inserção da UEMG/Frutal no cenário internacional da pesquisa em comunicação e evidencia a contribuição da instituição para os debates sobre inteligência artificial, ambientes imersivos, cultura digital e novas formas de interação mediadas pela tecnologia.